Muitos analistas de saúde prevêem que a telemedicina – prestação de cuidados de saúde à distância – se tornará cada vez mais importante, à medida que a população envelhece em países ocidentais e no Japão. Um desafio nessa área envolve a coleta de dados de pacientes e a sua transmissão remota aos médicos.
E é exatamente nesse ponto que a tecnologia RFID pode ser útil.
Pesquisadores da Universidade de Michigan desenvolveram um sistema que emprega sensores RFID para rastrear os movimentos de diferentes partes do corpo. A ideia é que os níveis de atividade corporal sejam controlados.
O sistema inclui três tags RFID anexadas ao braço, punho e tornozelo do paciente. As etiquetas contêm sensores de proximidade e acelerômetros, que permitem que o software do sistema calcule a quantidade de movimento e ângulo do corpo de uma pessoa, monitorando desta forma tais níveis de atividade.
A telemedicina não é novidade, e outras soluções já são utilizadas para retransmitir de um local remoto sinais vitais aos médicos responsáveis pelo paciente. O problema é que a maioria destas soluções são caras e envolvem sensores volumosos anexados a coletes, que devem ser usados pela pessoa a ser acompanhada. A tecnologia RFID pode ser tanto mais rentável quanto menos intrusiva. Pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Geórgia, por exemplo, criaram uma tag passiva de ultrahigh-frequency (UHF) que é tão fina a ponto de poder ser costurada ao jaleco de um médico.
A previsão é de, no futuro, haverá aumento da demanda por estes tipos de sistemas de sensores. No entanto, ainda há muito trabalho a ser feito. Algumas pesquisas serão focados na combinação de tags RFID e sensores, a fim de fornecer informações remotamente aos médicos, de forma acessível e econômica.
Já outros estudos e produções se concentrarão na melhoria da segurança, considerando o emprego do RFID na área médica. É imperativo que os dados capturados a partir de sensores sem fios e transmitidos, quer através da internet ou por rede celular, sejam mantidos em sigilo. Da mesma forma, é importante que estes sensores permitam que os pacientes monitorados se movimentem e vivam normalmente.
Até agora, o papel da RFID na indústria de cuidados de saúde esteve baseado principalmente na melhoria de rastreamento de ativos. Já outras soluções ajudam inclusive os médicos a monitorar pacientes dentro de hospitais. Mas o emprego do RFID no monitoramento remoto de pacientes pode ser justamente a solução que os médicos esperavam.
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